Planejamento estratégico conectado ao planejamento financeiro

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O desenvolvimento e revisão do plano de negócios, um dos alicerces do planejamento estratégico, e sua conexão com os processos orçamentários e de definição de metas, são fundamentais para uma sólida gestão de longo prazo, tanto em momentos de crise quanto em momentos de crescimento.

Pensando nisso, trouxemos alguns passos e estratégias estabelecidas pelo Raphael Auler, Finance Manager da Porto Sudeste na última edição do Programa Executivo de Imersão em Planejamento Estratégico.

Continue a leitura e saiba como conectar o planejamento estratégico ao planejamento financeiro da sua empresa!

Importância do Planejamento Estratégico

Quando se realiza um planejamento estratégico define-se claramente quais serão suas prioridades e isso economiza esforço e dinheiro gasto indiretamente de toda a empresa.

Ele consolida de forma estruturada os planos de crescimento e mitigação de riscos, forçando todos da companhia a remarem no mesmo sentido, levando sempre em conta as prioridades estabelecidas previamente.

O planejamento estratégico precisa ser visto como uma ferramenta de rotina periódica, que alimenta e enriquece diversas atividades da companhia, como novos negócios, orçamentos, RH, dentre outros.

Abaixo listamos 11 motivos para implementar um processo periódico de planejamento estratégico:

1. Provoca discussões estratégicas de crescimento, apoiando tomadas de decisões focadas na geração de valor de longo prazo;
2. Consolida o diagnóstico sobre os negócios;
3. Alavanca o foco dos executivos na prospecção ativa de oportunidades de crescimento (saindo um pouco do “business as usual”);
4. Contribui para esforço na mitigação de riscos;
5. Facilita a comparação e priorização de projetos;
6. Incentiva a gestão e acompanhamento dos planos de ações traçados, destacando aqueles que estão fora do rumo;
7. Direciona as ações das equipes de desenvolvimento de negócios, bem como a prospecção de inovações;
8. Reduz custos relacionados à esforços em projetos e oportunidades desalinhadas com os objetivos estratégicos;
9. Enriquece a comunicação de RI com os acionistas e financiadores;
10. Facilita o trabalho de RH em conectar as metas dos executivos com as ações estratégicas e acompanhá-las;
11. Por último, mas não menos importante, tangibiliza de forma prática os objetivos importantes para geração de valor.

Ciclos da organização

O Planejamento estratégico pode e deve ser inserido nos demais ciclos da empresa e, dessa forma, ele serve para alimentar, por exemplo, o ciclo de planejamento financeiro/orçamentário. Ou seja, toda essa dinâmica de como será o ano seguinte acaba se tornando insumo para o planejamento financeiro.

Os principais ciclos do Planejamento Estratégico podem ser definidos como:

  • Análise de mercado: ponto inicial que leva em consideração o ambiente político-legal, social, econômico, tecnológico e o atual cenário dos mercados.
  • Planejamento estratégico: esse ciclo pode ser dividido em três partes, diagnósticos, quantificação e priorização e o plano de ação.
  • Desdobramento de metas e comunicação: conversão do plano estratégico nas metas dos executivos e comunicação com todas as áreas.

Conexão com o Planejamento Financeiro

O orçamento deve ser baseado no planejamento estratégico, enquanto as outras áreas, por exemplo Recursos Humanos, precisam relacionar as metas dos executivos aos planos de ações.

Tudo é iniciado pelo plano de negócios, levando em consideração os anos projetados e as oportunidades a longo prazo. A partir disso, se define o plano de ação que deve ser considerado em um horizonte menor, no máximo entre 1 a 3 anos.

E desmembrando esse plano de ação, as demandas que serão entregues no primeiro ano, irão alimentar tanto o forecast quanto o budget, ou seja, tudo começa em um plano feito dentro de um horizonte de 10 anos de projeção, a partir disso se desce um degrau mais granular para o horizonte de 3 anos e por fim tem-se as conexões de curto prazo que fica dentro de 1 ano e é onde se chega no ciclo orçamentário.

O budget não precisa ser exatamente igual aos números de planejamento estratégico, obviamente não deve ser um número completamente diferente, mas se você estabelecer um ebitda de 100 no plano estratégico e está chegando em um orçamento de 97, está dentro dos limites aceitáveis, pois o orçamento é muito mais granular.

O planejamento estratégico identifica e prioriza oportunidades anualmente, é um processo que deve ser repetido e acompanhado. Ele vai alimentar o planejamento financeiro e as definições de metas de toda a companhia e todos os suas ações devem ser observadas de perto.

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