Open banking: como o GuiaBolso se tornou um hub financeiro

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Desenvolvido por conta de uma inquietação que fez com que seus criadores observassem uma lacuna no mercado, o GuiaBolso se tornou uma empresa precursora do open banking no Brasil.

Hoje a companhia se tornou um hub financeiro: uma plataforma online onde o usuário, por meio de sua autorização e compartilhamento de dados, consegue visualizar informações sobre sua vida financeira de forma agregada e organizada, com o suporte de um conselheiro inteligente que ajudará nas decisões e facilitará a aquisição de produtos financeiros.

Neste post, você vai acompanhar como a marca usou o open banking para expandir sua operação, seus próximos passos e desafios.

Interessado? Aproveite a leitura e fique por dentro!

Como funciona o GuiaBolso

O GuiaBolso surgiu por conta de uma indignação, que virou, para seus gestores, uma oportunidade: a falta de visibilidade que os clientes tinham sobre seu dinheiro e informações financeiras.

A empresa percebeu que existiam, nesse segmento, muitos dados sendo trocados e analisados, porém, apenas pelos bancos e a seu favor.

Do lado do consumidor, nada estava sendo feito para gerar mais valor e soluções mais relevantes.

Assim, o GuiaBolso foi criado com o propósito de transformar o sistema financeiro, melhorar a vida do consumidor final e criar uma experiência mais relevante e rica para os usuários.

Assim, em 2012, a empresa despontou no cenário com um claro conceito: oferecer informações consolidadas em um só lugar, agregar esses dados para facilitar o acompanhamento e visualização das finanças pessoais.

Como o objetivo era elaborar uma solução 100% digital, a empresa passou 2 anos dedicada a desenvolver uma estrutura robusta e segura para proteger e abarcar dados.

O primeiro aplicativo foi lançado em 2014 e foi um sucesso, permanecendo semanas no topo entre os mais baixados na App Store.

“Isso foi a prova de que realmente existia uma demanda no mercado por informação qualificada, categorizada e agregada e por uma plataforma na qual o indivíduo podia entender melhor como estava gastando seu dinheiro e checar outras funcionalidades”, afirma Renata Feijó, Head de Relações Institucionais da empresa.

A evolução do modelo do negócio

Com o tempo de uso e crescimento do número de adeptos, o GuiaBolso realizou uma análise na sua base de dados e descobriu que cerca de 40% dos seus usuários estava com alguma dívida “grande” – rotativo do cartão de crédito, empréstimo pessoal a juros altos, cheque especial etc.

Esse cenário se apresentou com uma boa oportunidade de usar dados para o benefício do cliente. Então, em 2016, o GuiaBolso criou um programa de crédito para atingir as pessoas com dívidas altas, propondo um novo modelo de precificação e uma experiência 100% digital.

Com isso em mente, foi desenvolvida uma plataforma de empréstimos online, com base na metodologia de análise de risco e dados desenvolvida pela empresa.

“Queríamos verificar se era factível oferecer empréstimos totalmente pela internet com base nos dados coletados de nossos clientes e considerando o cenário brasileiro. E a resposta que recebemos foi que sim”, relembra Renata.

O negócio começou com capital próprio e logo depois montou uma estrutura de FIDC, com a qual conseguiu captar milhões e alavancar a operação.

“A ideia era provar para as instituições financeiras consolidadas que era possível criar um sistema de empréstimo mais justo e com juros menores”, diz ela.

Hoje, o modelo é um sucesso e foi validado por diversas corporações no mercado, sendo alimentada atualmente por parceiros.

Alipas, saiba por que inovação é a palavra do momento no mercado de crédito e cobrança.

Open banking: o que está em jogo

Para Renata, o êxito do GuiaBolso representa um exemplo prático do que é o open banking. “Usar dados traz oportunidades de melhoria do mercado como um todo e traz capilaridade e competitividade para oferecer crédito para o consumidor”, conceitua.

Diante do fato de que a vida financeira está cada vez mais complexa para as pessoas – muitas têm múltiplas contas correntes, cartões de crédito, financiamentos, investimentos, etc – a oportunidade de centralizar tudo, agregar informações, fazer recomendações relevantes com base em dados sobre empresas e produtos que elas não teriam acesso antes é um grande diferencial.

Hoje, o GuiaBolso conta com 5 milhões de usuários ativos, provando que existe demanda e interesse nesse tipo modelo de um hub financeiro.

“Bancos sempre trataram seus consumidores com distanciamento, apesar das pessoas sempre terem precisado deles. Na nossa era, as pessoas não precisam essencialmente se relacionar com bancos para ter acesso a serviços financeiros”, comenta Renata.

“Logo, isso suscita uma grande mudança, uma quebra de paradigma: o consumidor vai passar a escolher com quem quer se relacionar, o que para o mercado brasileiro, que sempre foi muito concentrado, é um grande choque”, finaliza.

A estratégia de open banking mostra que não necessariamente instituições financeiras podem oferecer produtos. Sendo assim, outros players de mercado podem começar a oferecer serviços.

Bancos podem funcionar como backoffice, enquanto outras empresas pequenas, médias ou grandes podem fazer parte desse processo, permitindo que o usuário tenha melhor acesso aos produtos e mais clareza de todo o processo.

No fim, o resultado é o aumento da competitividade, eficiência dos serviços e do atendimento prestado ao cliente.

A importância do open banking para a integração com as fintechs

O open banking promove a abertura e desintermediação de serviços financeiros. Isso permite a inovação e a interação de instituições com fintechs.

Por exemplo, é possível aplicar inteligência artificial em uma plataforma como um hub financeiro para gerar conteúdo e recomendações personalizadas. A experiência passa a ser centrada no cliente e é diferenciada de acordo com cada perfil e estilo de vida.

“O GuiaBolso caminha nessa direção, considerando a inovação e transformação digital. Também acreditamos que o mercado deve começar a investigar mais sobre seu usuário e analisar os impactos que cada solução tem em sua vida, o antes e o depois”, declara Renata.

“Se você dirigir sem um painel – sem saber o nível de gasolina e outros dados – as chances de acidente são altas. A proposta do GuiaBolso é dar esse painel de controle para que as pessoas conduzam com maior eficácia suas vidas financeiras”, exemplifica.

No passado, um cliente que precisava de um empréstimo, por exemplo, obrigatoriamente deveria procurar seu banco. Nos dias de hoje, ele tem opções mais democráticas.

Diversos players do mercado têm espaço, podem inovar e oferecer soluções melhores para o usuário. Isso é um caminho sem volta.

“O open banking está aqui para ficar; resta saber em que lugar sua empresa deseja ficar: aproveitar as oportunidades e readaptar/modernizar seu modelo ou ficar apegado à um modelo tradicional”, finaliza Renata.

De olho nesse cenário inovador que o mercado financeiro vem passando no Brasil, a Blueprintt vai realizar a primeira edição do Open Banking Forum. O evento vai reunir especialistas para discutir novas tecnologias, com cases reais do início dessa implementação no Brasil. Confira a programação completa!

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