O tesoureiro na nova economia: Foco em dados e programação

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Saiba como o iFood vem usando automação, programação e linguagem de leitura de banco de dados para desenvolver o tesoureiro na nova economia.

 

Ter uma Tesouraria mais voltada a dados, tecnologia, programação e automação é uma das exigências da nova economia. Cada vez mais baseado em informação e conectividade, esse modelo requer outro comportamento dos profissionais da área. Nesse sentido, o tesoureiro na nova economia deve estar preparado para analisar um volume cada vez maior de informações e extrapolar as fronteiras do Excel.

No rol de empresas da nova economia que se valeram da tecnologia para expandir negócios e superar barreiras, o iFood surge como um sucesso genuinamente brasileiro. Em apenas 10 anos, a empresa evoluiu de uma central telefônica a um aplicativo com mais de 1,5 milhão de downloads por mês. Presente em mil cidades do País, o iFood registra 39 milhões de pedidos mensais e emprega mais de 2.500 funcionários.

Ricardo Bico, Coordenador de Tesouraria do iFood, reforça que no contexto atual, mais volátil e complexo, o perfil do tesoureiro precisa acompanhar as transformações. “Temos um volume de dados cada vez maior. Não dá para analisar mais de 39 milhões de pedidos no Excel. O tesoureiro na nova economia tem que se acostumar a esse volume de dados e avançar em análises preditivas que ajudem a empresa a tomar decisões. A Tesouraria precisa de automação e performance, trabalhando em conjunto com outros departamentos”.

 

iFood: lapidando o tesoureiro na nova economia

Ciente de que as mudanças em curso impactam as Finanças, o iFood colocou em prática um novo modelo organizacional. Nele, a Tesouraria está inserida na estratégia e é parceira do negócio, atuando de modo integrado à tomada de decisão.

A empresa também redesenhou o papel do tesoureiro na nova economia a partir de três pilares:

  • Conectividade e visualização de dados;
  • Análise de dados e machine learning;
  • Automação e RPA.

Em seguida, partiu-se para a implantação desse novo arranjo. O primeiro passo foi criar a estrutura necessária para moldar as habilidades do tesoureiro na nova economia. Como resultado surgiu o iFood Data Academy, iniciativa de capacitação e promoção do uso de dados na empresa.

Mais do que disponibilizar aos times de Finanças e Tesouraria acesso a ferramentas e dados, o objetivo foi promover a curiosidade e a consciência da importância de ser cada vez mais data driven para tomar decisões assertivas.

Para suportar a área durante esse processo, o iFood criou business partners das áreas de Data e Digital Transformation dentro do time de Finanças.

Enquanto os cientistas de dados trabalham ajudando esses profissionais a usar informações para melhorar a tomada de decisões financeiras e de negócio, o time de Digital Transformation pensa nos sistemas mais adequados à melhoria de performance.

 

Mudança de mentalidade

O segundo passo do iFood para lapidar o perfil do tesoureiro na nova economia foi trabalhar o mindset. Afinal, conforme o coordenador de Tesouraria da empresa, “não adianta ter uma megaestrutura se as pessoas não pensam em tecnologias, novas ferramentas e em como usar os dados”.

Assim, os profissionais receberam o treinamento AI Translators. A ideia foi explicar o que é inteligência artificial e derrubar o mito de que é ligada apenas às áreas de tecnologia. Distante, portanto, da realidade de Finanças e, principalmente, da Tesouraria.

“Na verdade, vários sistemas de Finanças já trabalham com inteligência artificial. Então, foi uma questão de mudar o mindset das pessoas, mostrando que é algo bastante acessível”, diz Ricardo Bico.

 

Capacitação técnica do tesoureiro na nova economia

As atividades de capacitação do tesoureiro na nova economia continuaram no terceiro passo da jornada do iFood.

Ricardo conta que um dos programas de treinamento, o BADHU (Business Analysts Data Heavy Users) foi voltado a profissionais que não são do time de Data, mas que utilizam dados com frequência. “Todos de Tesouraria e Finanças se enquadram. Usamos vários dados para fazer projeções, olhar resultados, mexer no fluxo de caixa e tomar decisões de hedge”.

Com participação de 100% dos times de Tesouraria e Finanças, o BADHU apresentou aos profissionais o SQL (Structured Query Language). A linguagem permite a consulta e leitura do banco de dados, dando mais liberdade e autonomia no acesso às informações. Além disso, é possível criar visualizações, utilizar dados e montar os relatórios de acordo com necessidades específicas.

“O tesoureiro na nova economia não pode ficar restrito ao Excel. O SQL não é nenhuma rocket science, é uma ferramenta para conseguir tocar a Tesouraria no dia a dia e permitir o básico: saber o que e quando foi comprado, quando tenho que repassar o valor ao restaurante e quando recebo minha receita”, afirma.

Outro treinamento foi o do Tableau, ferramenta para visualização de dados e confecção de relatórios para apoiar decisões gerenciais. 50% do time de Tesouraria recebeu a capacitação.

“Usa-se cada vez menos o Power Point e mais o dashboard, que é interativo. No Tableau dá para ir até a fonte de um dado. Dessa forma, acaba aquela história de alguém de perguntar em uma reunião ‘de onde você tirou essa informação?’”, diz ele.

 

RPAs e linguagem de programação

Por fim, o quarto passo se dedicou a identificar as trilhas nas quais os times de Finanças e Tesouraria ainda precisam avançar.

Uma delas é o RPA (Robot Process Automation), tecnologia que usa robôs para automatizar processos do cotidiano. Embora a Tesouraria do iFood já use alguns RPAs, desenvolvidos em parceria com a área de Digital Transformation, e a ideia é inseri-los cada vez mais nas atividades rotineiras.

De acordo com Ricardo Bico, além do treinamento em SQL, será necessário focar em uma linguagem de programação. Isso porque as soluções de inteligência artificial e machine learning exigem que a linguagem de programação faça parte da rotina do tesoureiro na nova economia.

“Principalmente no time de Finanças, a linguagem mais utilizada é o Phyton para fazer modelos preditivos. No time de Tesouraria estamos começando a construir os primeiros modelos e, por isso, ainda não temos autonomia total. Mas contamos com os business partners de Data e Digital Transformation para nos auxiliar”, revela.

 

Habilidades do tesoureiro na nova economia

O profissional de Finanças tradicional é geralmente alguém muito orientado por números e relatórios. Não gosta de tomar risco, é sistemático e muito transacional.

No entanto, a Tesouraria do iFood busca profissionais com um perfil mais completo. Eles devem ser data driven, saber e gostar de utilizar dados para fazer modelos e projeções. Além disso, precisam ter tato comercial e gostar de tecnologia para melhorar seu dia a dia.

Na esfera comportamental, o tesoureiro na nova economia é influente, assertivo, se comunica de forma clara e se sente confortável em um ambiente de mudanças constantes. Por outro lado, gosta de tomar decisões, pensa estrategicamente e sabe como fazer valer seus argumentos.

“As habilidades técnicas podem ser aprimoradas com capacitação, mas um novo comportamento é mais difícil desenvolver. Por isso, investimos em treinamentos capazes de mudar o mindset dos profissionais, não apenas treinar novas habilidades”, afirma o coordenador de Tesouraria do iFood.

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