Migrando uma escola para o ambiente virtual, entenda os desafios

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O ensino à distância já era um modelo aceito pelo mercado antes mesmo da pandemia, diversas instituições de ensino oferecem o EAD como possibilidade de uma graduação ou de se aprimorar em alguma atividade, mas a grande diferença é que são cursos preparados do início ao fim com essa filosofia, o que fazer quando uma atividade que era presencial e se tornou virtual?

Qual é a estratégia para manter o ritmo das aulas sem perder o foco e o rendimento? Como controlar as atividades e provas? São muitos questionamentos e desafios, mas o primeiro passo para continuar as operações é a mudança de mindset. Mudando a forma de pensar e agir, outro passo essencial é a capacitação dos profissionais que irão atuar nesse novo formato, migrando uma escola para o ambiente virtual.

A Blueprintt convidou Ivan Takaki, Coordenador de E-learning da Cultura Inglesa para participar do evento Imersão em E-learning a fim de compartilhar a jornada da instituição nessa mudança do presencial para o virtual.

Levando em conta que essa migração não foi algo planejado, a resiliência é uma virtude a ser exercida e explorada na comunicação com alunos e funcionários.

Ivan abriu sua apresentação apresentando números da migração, de acordo com o Coordenador:

  • Redução de 5% em absenteísmo;
  • Manutenção dos níveis de satisfação e retenção;
  • 100% turmas mantidas, inclusive em projetos sociais.

Esses números e dados são importantes, pois provocam uma reflexão sobre o método do ensino. Com certeza a transformação para as aulas onlines não faziam parte da estratégia, por inúmeros motivos, mas é importante saber que é possível e como a empresa, no caso as instituições de ensino podem oportunizar essa possibilidade.

Quando falamos em capacitar os colaboradores é no sentido de se adaptar a essa nova realidade, a estrutura entre TI, comunicação e administração precisa estar alinhada para dar o aporte necessário.

Como continuar os cursos?

Desenvolver e pensar no formato é o principal desafio nesta etapa, segundo Ivan, a Cultura Inglesa optou por teams, skype, teleconferências ao vivo e zoom.

A partir dessa base, ramificações foram feitas em cada uma das ferramentas e qual a melhor forma de se utilizar prezando sempre a qualidade, o conteúdo e a compreensão dos alunos.

A vídeo-aula é uma ferramenta interessante, contudo, no ambiente onde a interação é um diferencial, essa possibilidade não funciona.

Já os aplicativos de conferência necessitam de uma série de equipamentos que vão de fone de ouvido, câmeras, internet, entre outros. A instituição deve oferecer esse aporte para funcionários e alunos.

“Tem uma questão gigantesca que dar aula pela internet não é a mesma coisa que a aula presencial, então se eu quero que esse professor tenha uma qualidade alta nessa aula num contexto diferente eu preciso treinar esse cara”, diz Ivan.

A fala de Ivan é interessante e nos leva a outra reflexão, uma vez que o modelo de ensino não é o mesmo, as ferramentas também mudam. Apesar da maioria das escolas de idiomas terem um aporte tecnológico durante a aula presencial, no ensino à distância a condução da aula muda.

Proporcionar um treinamento é fundamental para que ninguém se sinta desconfortável. A transição de uma lousa para a apresentação através de um software é um dos vários exemplos.

A estratégia da estruturação é importante, aulas mais curtas é uma mudança válida, para manter o foco. Confira outras dicas e benefícios:

Onboarding: cursos reiniciados permitem entendimento da plataforma nova e resoluções de problemas.

Aulas curtas: permitem mais interação de aprendizado e tempo de adaptação.

Satisfação: pesquisas de satisfação aula a aula, melhorias incrementais e uso de recursos mais avançados.

Aulas mais longas: aumento gradual no tempo de aula com maior adaptação ao aprendizado remoto.

A criação de um portal mais elaborado agora que o único meio de comunicação é virtualmente é primordial, assim como centralizar o acesso, menu de FAQ e contato de suporte são indispensáveis.

“Em vez do cara acessar de qualquer lugar, nós fizemos uma grande melhoria no site. Nosso TI conseguiu colocar todo o caminho do acesso do aluno centralizado no portal”, comenta Ivan.

É sobre utilizar as ferramentas tecnológicas a favor no dia a dia, pois, imagina ter que gerar um código a cada aula para todos alunos e professores somente para acessar a ferramenta de conferência?

Além da aula, a criação de produtos como podcasts ou a utilização de redes sociais onde a média da idade das pessoas costuma usar, como instagram, tik tok, entre outros, são ferramentas dinâmicas e com boa aceitação.

Quer saber mais sobre como tornar essa migração do presencial para o virtual? Se inscreva no Programa Executivo de Imersão em E-learning. Clique aqui para mais informações.

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