Empresas buscam por um melhor planejamento estratégico na crise

Planejamento estratégico
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Uma recessão acompanhada por uma crise mundial causada pela COVID-19, esse é o cenário que empresas do Brasil e do mundo se encontram. Nem nos piores sonhos executivos e empreendedores poderiam imaginar essa situação. Fato é que a pandemia está prestes a completar um ano no nosso país e continua tirando o sono da população.

Um dos principais atores econômicos, as organizações passam por uma revolução diante o cotidiano pandêmico. Praticamente tudo que envolve a estrutura empresarial sofreu impacto de mudanças e instabilidade. Dois aspectos que ficaram em evidência foram o planejamento estratégico e a questão de sensibilidade humana. Enquanto um é o norte o outro é quem faz acontecer. Quando não se sabe como lidar perante essas situações, o que fazer?

Chega a ser difícil falar em maior dificuldade, pois ainda estamos vivendo a pandemia. Mas podemos dizer que o maior desafio foi se adaptar ao contexto digital. Ainda que muitas empresas já programavam para essa mudança, a crise mudou todo o planejamento de lado e acelerou o processo. Empresas que não estavam preparadas, tiveram que encontrar uma saída do dia para noite.

Com uma ruptura desse tamanho, o planejamento estratégico passou a ter outro foco no primeiro momento, prezar pelo bem-estar dos funcionários os deixando em casa com o máximo de estrutura possível para desempenhar sua função. Para surpresa de muitos líderes, a experiência forçada foi positiva em alguns casos, porém, outras situações foram aparecendo, como o aumento de problemas mentais, rotina sem horário e como manter a cultura da empresa nas tomadas de decisões.

Quais os setores mais afetados financeiramente durante a crise?

Segundo a Secretaria Especial de Produtividade, Emprego Produtividade do Ministério da Economia, em um levantamento divulgado no Diário Oficial da União em setembro do ano passado, os setores que mais foram afetados pela crise foram:

• Atividades artísticas, criativas e de espetáculos;
• Transporte aéreo;
• Transporte ferroviário e metroferroviário de passageiros;
• Transporte interestadual e intermunicipal de passageiros;
• Transporte público urbano;
• Serviços de alojamento;
• Serviços de alimentação;
• Fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias;
• Fabricação de calçados e de artefatos de couro;
• Comércio de veículos, peças e motocicletas.

Como manter planejamento estratégico durante a crise?

Se o caso da sua empresa conseguiu manter o planejamento estratégico mesmo na crise, você é um privilegiado. Claro que isso não aconteceu por sorte, preservar o capital de giro é uma das possíveis ações que possibilitou sua organização a manter o planejamento próximo do que foi acordado no início de 2020.

Infelizmente esse não é o cenário da maioria das empresas, então como manter o planejamento? Muitas empresas apostaram em planejamentos mais curtos com entrega mais rápida para não ser surpreendido, mantendo o objetivo principal, mas realizando de outra forma.

A alteração mais significativa nesse caso é a mudança de cultura. Transformar o mindset das pessoas é um trabalho moroso, nesse momento que a liderança aparece para suportar e bancar a mudança.

Praticamente todos os departamentos estão envolvidos, então a sugestão é criar um comitê de para tomadas de decisões emergenciais, a fim de definir os objetivos a serem alcançados e garantir que as decisões possam ser tomadas o mais rápido possível em diferentes situações.

Quem compõe o comitê? A empresa deve analisar os perfis mais adequados para lidar com essas ocasiões. Prezar por uma equipe ágil, resiliente e diversificada.

Trabalhar a gestão de risco é fundamental para realizar avaliações imediatas e abrangentes, de questões externas como fornecedores, terceiros e governo e internas. Tudo que envolve esses atores deve ser levado em consideração, desde o plano de produção, segurança dos colaboradores, logística e fornecimento, compras até o capital financeiro.

Padronizar a comunicação para garantir que as informações não sejam distorcidas, evitando uma visão negativa da empresa e dos líderes. Procure por uma plataforma que centralize todas as informações, dados e análises. Facilitando o acesso para emitir avisos de riscos.

Como já comentado, faz parte do planejamento estratégico prezar pela segurança do colaborador. A condição de trabalho remoto pode ser uma saída excelente se bem estruturada. Ao adotar esse modelo, a empresa passa a ter outras responsabilidades, como o monitoramento da saúde de cada funcionário e manter a informação em sigilo.

Além do monitoramento das atividades e todo o aparato técnico necessário para desempenhar a função.

Revisão de processos é um fator determinante para a mudança de mindset para o planejamento estratégico de curto prazo. A redução de custos, renegociação de prazos com fornecedores, tomadas de decisões de curto prazo influenciam no negócio, por isso a necessidade de rever e redesenhar as estratégias.

Planejamento estratégico x Planejamento financeiro

Em um momento de instabilidade, sobreviver com um planejamento robusto é uma saída principalmente para o plano financeiro da empresa que busca estabilizar o negócio.

Passo a passo para um planejamento financeiro mais robusto:

• Estabeleça um plano de segurança financeira;
• Negocie com fornecedores e evite novas dívidas;
• Mapeamento de gastos desnecessários
• Defina estratégias para reserva;
• Tome decisões com base em indicadores realistas.

Nesse momento, a tecnologia se torna muito importante, não só para o planejamento financeiro, mas para toda a empresa. Investir em inteligência artificial não é considerado algo disruptivo, e sim, o movimento natural para quem deseja se manter vivo no mercado.

Existem várias opções no mercado para atender as mais diversas necessidades. Dados, algoritmos e indicadores não são coincidência, o gestor que souber trabalhar com esses números pode levar uma vantagem competitiva.

Não há dúvidas que empresas se preparam para o inesperado, a grande questão é saber como agir, esse artigo buscou de forma simples e direta apresentar algumas opções de como se comportar diante o cenário de crise e destacar a importância do planejamento estratégico, seja ele de curto, médio ou longo prazo.

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