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Normalmente as pautas de diversidade e inclusão são datadas e — infelizmente — acontecem pontualmente, celebrando algum marco específico. Ter essa mudança de mindset sobre o tema vem sendo uma tendência nas empresas.

A inclusão etária é um dos pontos focais dentro da diversidade. De acordo com o levantamento realizado pela empresa InfoJobs, em abril de 2021 contando com 4.588 profissionais, 70% das pessoas de 40 anos ou mais passaram por algum tipo de discriminação por conta da idade.

Ainda no âmbito das pesquisas, segundo estudo da análise de dados da Pnad Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 1,3 milhão de pessoas com 60 anos ou mais perderam o emprego ou deixaram de procurar um trabalho, em comparação ao primeiro trimestre de 2020. Esse grupo agora faz parte da população não economicamente ativa.

Contudo, existem empresas que entendem que pessoas com mais idade podem contribuir muito para a rotina e para o negócio. Esse é o caso da PepsiCo, onde uma das suas ações é a inclusão de pessoas com mais de 50 anos no quadro de profissionais em diversas funções e atribuições. Construindo equipes com diversas faixas etárias.

Para compartilhar esse caso, Carlos Domingues – Gerente de Cultura e Diversidade da PepsiCo, participou do Congresso de Diversidade e Inclusão Corporativa.

“Nós fomos estudar quem é esse público maduro, o que estava acontecendo no mercado brasileiro, lembrando que em 2016 a gente estava em crise, tinha muita gente desempregada e nós descobrimos que os maduros eram uma boa parcela desses profissionais que estavam disponíveis no mercado. Esse é um dos estudos que nos embasaram”, revela Carlos na sua fala inicial.

De fato, a crise atinge a alta do desemprego, mas é importante analisar quem são os primeiros a serem “descartados” pelas corporações. Como citado no início do artigo, o público 60+ é um dos mais afetados — se não for o principal.

Por que investir na inclusão etária?

A pesquisa realizada pelo instituto Tsunami Prateado revelou que, em 2050, o Brasil terá 68,1 milhões de pessoas maduras. O estudo ainda indica que boa parte das famílias são sustentadas por pessoas dessa faixa etária, contribuindo para crescimento econômico e um último dado diz que as necessidades financeiras desse grupo representam cerca de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

“Um trilhão de reais é o que esse público consome por ano, dá para ignorar? 64% revelam que são quem mantém a casa”, reforça Carlos sobre a importância do público.

Números provam que essas pessoas estão ativos e têm demanda para trabalho. Cabe lembrar que mudanças de comportamentos acontecem de geração para geração, se antes o comum eram os filhos saindo de casa, hoje a tendência mudou, muitas pessoas na faixa dos 30 a 35 anos ainda moram com os pais. Isso altera a economia, altera o estilo de vida e impacta na vida profissional das pessoas mais velhas.

Afinal, quem é o público 50+? Essa questão é a primeira que deve ser levantada para entender quem são essas pessoas, aquela propaganda da mulher ou do homem com uma bengala já não corresponde mais a esse grupo, esse tipo de mensagem ficou datada e ultrapassada.

“Se a gente perder o timing como empresa, nós não vamos conseguir atender e ter diferenciais estratégicos para o nosso negócio. Uma das frases que eu mais gosto é ‘ser velho não significa o passado, mas é o futuro de todos nós que estamos aqui’. Esse para mim é o pilar da diversidade onde quem não teve contato, vai ter”, salienta Carlos.

A fala do gerente é interessante tanto para o mercado que deseja investir em produtos e serviços, quanto para empresas que visam aplicar um programa de inclusão etária. É preciso estar pronto para receber os profissionais com mais de 50 anos com o devido respeito. É impossível traçar qualquer plano pensando no perfil de 10 anos atrás.

A PepsiCo realizou um diagnóstico inicial, olhando para o mercado e para dentro da própria empresa. E de acordo com Carlos, a diversidade de geração gera resultados para o negócio. Foi realizado um Benchmark com a planta no México que já tinha um programa destinado aos 50+ e com isso o entendimento sobre como aplicar ficou menos complexo.

Um dos entraves mais corriqueiros é o dilema do conflito de gerações, que realmente irá acontecer, mas é aí que a empresa precisa se posicionar para tornar esse conflito algo complementar.

Como em todas as transformações de cultura, diversos setores e stakeholders precisam estar envolvidos para fazer acontecer. O jurídico é uma área imprescindível para avaliar as questões contratuais e de aposentadoria na contratação desse profissional.

Benefícios também são requisitados a fim de estruturar o que será oferecido para esse público e, por fim, qual o impacto financeiro com eles no time. A liderança precisa fazer parte da criação desse programa, além de passarem por um treinamento com o objetivo de trabalharem o senso de pertencimento.

O programa de inclusão etária da PepsiCo se chama “Golden Years”. “Nós aplicamos um piloto de seis meses em quatro fábricas, depois dos seis meses foi feita uma rodada de avaliação conversando com líderes, com os Golden Years e com o pares, e com base nesses feedbacks a gente estruturou o programa de expansão” relata o gerente.

Ele ainda destaca os pontos fortes desse período de avaliação:

  • Comprometimento;
  • Referência para os mais novos;
  • Zero preconceito;
  • 83% consideram a troca de ideias válida com os mais novos;

Como oportunidade de melhoria foi detectado:

  • Otimizar a divulgação interna e externa do programa;
  • Proximidade com a liderança;

Após o RH apresentar o baixo número de absenteísmo e o aumento de produtividade foi mais fácil convencer a liderança.

“Resultados dos dois anos de programa: mais de 150 contratações, 6,7% é a representatividade do 50+ do nosso quadro de funcionários hoje, baixo índice de turnover e o absenteísmo é baixo em muitos casos e isso impacta diretamente na produtividade” finaliza Carlos.

Ficou provado que a inclusão etária, se bem aplicada, é um caminho de sucesso, respeitando o público e entendendo como os 50+ podem ajudar no crescimento das empresas.

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