Saiba como se tornar um HRBP estratégico para sua empresa

HRBP estratégico
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O papel do HRBP é aproximar o RH do negócio, mas para muitas empresas esse papel é uma incógnita, justamente pelo fato de não ter um padrão. Depende do tamanho da empresa, de como ela está estruturada, da maturidade dos líderes da organização, do contexto em que a empresa se encontra e quais desafios ela está enfrentando.

Dentro de uma mesma organização podem ter BPs atuando de formas diferentes. Mas, qualquer pessoa que trabalhe no RH tem a possibilidade de demonstrar uma postura de Business Partner. É uma questão de postura perante o negócio.

O que é ser um HRBP estratégico na prática?

Para entender o papel do Business Partner é preciso compreender quatro características primordiais para desempenhar a função e para o profissional se reconhecer em cada um deles.

Responsivo a emergências: fornecer soluções instantâneas para a urgência dos colaboradores.

  • Identificar de forma rápida as consequências de uma emergência e comunicar as partes envolvidas, assegurando que as políticas organizacionais sejam seguidas;
  • Analisar tendências de dados com o objetivo de identificar a causa raiz de emergências e possíveis crises.

Gerente de operações: mensurar e monitorar procedimentos e normas atuais.

  • Direcionar contratações e compartilhar contextos adequado para solicitações de contratação;
  • Identificar as habilidades dos colaboradores tanto em áreas de RH quanto nas demais e determinar potenciais movimentações de funcionários e de posições.

Mediador de colaboradores: elaborar soluções sustentáveis para desafios dos funcionários.

  • Gerenciar e intermediar conversas entre funcionários em desacordo, permanecendo ciente dos interesses e preocupações de cada um;
  • Atuar em oportunidades para aproximar colaboradores das diversas áreas;
  • Lidar com problemas de conduta, se tem um canal de ouvidoria dentro da estrutura da empresa.

Ser estratégico para o negócio: desenvolver e implementar estratégias para desafios relevantes em toda a organização.

  • Construir relações com os BPs de outras áreas a fim de construir soluções integradas;
  • Realizar discussões de análise de talentos com outros BPs para determinar o desempenho atual dos profissionais e futuras necessidades e planos de ação;
  • Comitês de pessoas com o intuito de discutir para onde a área está caminhando;
  • Fazer a gestão de talentos e conectá-las a possíveis áreas de atuação.

O último tópico é o mais importante, porém é o que menos os HRBP conseguem dedicar seu tempo, pois as atividades operacionais acabam demandando de forma excessiva. E o grande desafio é delegar as atividades operacionais para focar no que é estratégico.

Daniele Matos, HRPB Manager do Grupo Boticário comenta sobre esse desafio.

“É difícil a gente ter tempo para essas atividades (estratégicas), se não tivermos uma boa estrutura de RH por trás, ser um parceiro estratégico não acontece, por que às vezes nós temos que resolver problemas básicos”, relata.

A reflexão sobre esse desafio é parar e pensar o que você está fazendo em cada um desses pilares, o que você pode parar de fazer, o que você pode ou não delegar para alguém. Muitas vezes, essas atividades podem ser realizadas por analistas de atendimento ou pela assistente virtual, recurso utilizado por muitos RHs nos últimos tempos.

E a pergunta principal: em que lugar você, como profissional de HRBP, quer se colocar?

Para isso, converse com os parceiros do RH sobre o que eles esperam, como o RH pode agregar mais no dia a dia deles.

Como aplicar na prática?

Segundo David Ulrich, “Um bom Business Partner de RH não é medido pelo o que ele faz, mas sim pelo valor que ele agrega a partir do que ele faz”.

Logo, não vale apenas entregar milhares de coisas, o Business Partner pode realizar uma mudança que impacta os negócios e agrega muito valor à marca.

Pensando nisso, confira algumas ações para ter uma atuação mais estratégica:

  • Entender o negócio com profundidade;
  • Estar aberto para transformar as dores do negócio em soluções do RH;
  • Atacar o problema em primeiro lugar;
  • Antecipar necessidades e ter atuação propositiva e proativa;
  • Co-construir com a liderança, colaboradores e centros de expertise;
  • Mentalidade ágil: testar, errar e consertar rápido;
  • Usar dados para tomada de decisão e automatizar o que for possível.

Quem tem que estar no dia a dia com os colaboradores são os líderes, e não o BP. Então, a única interface possível é entre líder e business partner. Adotar isso como hábito já diminui muito as questões operacionais.

Para conhecer mais sobre esse universo, participe do programa Imersão para HR Business Partners. Clique aqui e saiba mais.

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