ESG e compliance: como as empresas estão conduzindo discussões na área de governança

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No atual contexto socioeconômico, ESG e compliance andam de mãos dadas. Isso porque as práticas ambientais, sociais e de governança vêm se mostrando essenciais para o desenvolvimento dos negócios. Seja para atrair investimentos, expandir operações ou mesmo obter ganhos de reputação perante diversos stakeholders.

Nesse sentido, o pilar da governança, sobre o qual compliance exerce influência direta, tem papel fundamental. Afinal, mais do que uma medida puramente burocrática, adotar políticas que orientem condutas éticas e íntegras é vital para a sustentabilidade de uma empresa.

Quando falamos de ESG e compliance, entretanto, devemos olhar a questão sob um espectro mais amplo. A área de compliance não está ligada apenas à governança, mas também aos pilares social e ambiental de ESG, conforme veremos a seguir.

Por outro lado, o amadurecimento das empresas no que diz respeito a ESG e compliance é um fator decisivo para esse entendimento. De acordo com a Pesquisa Maturidade do Compliance no Brasil, realizada pela KPMG em 2019, apesar de apenas 3% das empresas participantes não contarem com uma área de compliance, a nota do nível geral de maturidade do País nesse quesito é de apenas 2,78 (sendo 5 o nível máximo).

Já ESG é apontado pelo estudo “A evolução do ESG no Brasil”, elaborado pela Rede Brasil do Pacto Global em parceria com a plataforma de monitoramento digital Stilingue, como um caminho pouco explorado. Embora tenha havido um boom nas pesquisas sobre o assunto em 2020, “poucas marcas até o momento conseguiram se apropriar de mensagens receptíveis para o público final”, afirma o documento.

 

Correlação entre ESG e compliance

Naturalmente, o compliance está muito presente no pilar “governança” do ESG. Conforme o estudo da Rede Brasil do Pacto Global, para 48% dos proprietários e sócios de empresas a criação de mecanismos internos de compliance é a prática mais aplicada quando se fala em políticas e ações de governança ESG.

Dessa forma, nas empresas que já contam com a área, é possível aproveitar a correlação entre ESG e compliance para fortalecer a cultura voltada à ética, às políticas de sustentabilidade e de diversidade.

Contudo, o trabalho da área de compliance não se limita a adaptar a empresa às premissas ESG. Seu objetivo deve ser construir um programa ESG que considere a cultura corporativa, o segmento de atuação, a estratégia e os riscos específicos do negócio.

Além disso, é necessário criar mecanismos para implantar, monitorar, avaliar e atualizar a conformidade da empresa às práticas ESG. Dessa forma, o compliance pode ser um líder do ESG nas organizações em conjunto com outras áreas. Entre elas, RH, Jurídico, Comunicação, Relações Institucionais, Auditoria Interna, Sustentabilidade etc.

Nosso Programa Executivo de Imersão em ESG traz o case da Odebrecht e sua profunda transformação do ponto de vista da governança. Após ter sido envolvida no escândalo de corrupção da Lava Jato, a empresa se mobilizou em um processo de mudança.

Ele começou com a troca do nome para Novonor, ocorrida em dezembro de 2020. Olga Pontes, Chief Compliance Officer da Novonor, conta que a holding realizou investimentos de mais de R$ 11 milhões na área de compliance e na implantação de boas práticas.

Na apresentação você vai conhecer detalhes da transformação da empresa e os resultados obtidos até o momento.

 

ESG e compliance: ações nos pilares ambiental, social e de governança

A complexidade da jornada de implantação do ESG demanda que o compliance extrapole o pilar da governança. A área pode dar contribuições valiosas aos aspectos ambiental e social de ESG.

Confira como ESG e compliance se interligam por meio de ações em cada um dos três principais critérios-base.

Environmental (ambiental)

  • Criar diretrizes para combater crimes ambientais;
  • Assegurar a conformidade a normas e leis ambientais;
  • Instituir práticas de economia circular, eficiência energética, reaproveitamento de insumos etc.;
  • Conduzir processos de due dilligence de terceiros quanto a aspectos ambientais.

Social (social)

  • Prezar pelo respeito às leis trabalhistas;
  • Combater o uso de mão de obra infantil ou forçada na cadeia de fornecedores;
  • Elaborar e implementar políticas de Inclusão e Diversidade;
  • Elaborar diretrizes para ações de doação ou patrocínio;
  • Conduzir processos de due dilligence de terceiros quanto a aspectos sociais.

Governance (governança)

  • Zelar pela boa governança corporativa (elaboração de políticas, procedimentos e normas internas);
  • Fazer a análise e gestão de riscos do negócio;
  • Criar e gerenciar canais de denúncia;
  • Atualizar o Código de Ética e Conduta conforme os parâmetros ESG;
  • Elaborar e conduzir políticas anticorrupção, anti-suborno e antifraude;
  • Combater o assédio moral, sexual, racismo ou qualquer tipo de discriminação;
  • Criar e supervisionar o Comitê ESG;
  • Disseminar a ética nos negócios;
  • Primar pela transparência e tratamento igualitário dos stakeholders.

ESG e compliance: lidando com riscos

Conforme pesquisa qualitativa com profissionais atuantes na área de ESG, realizada pela Blueprintt em maio de 2021, um dos principais objetivos identificados é reduzir riscos.

Frequentemente, a gestão de risco das empresas está direcionada à corrupção, fraude e práticas anticompetitivas. No contexto ESG, entretanto, as organizações devem estender essa preocupação a aspectos relativos à proteção do meio ambiente, direitos humanos, relações trabalhistas etc.

Essa necessidade é confirmada pela 15ª edição do Relatório Global de Riscos, publicado pelo Banco Mundial.

Segundo a instituição, os maiores riscos globais em curto prazo (até dois anos) identificados em 2021 são:

  • Crises de subsistência
  • Eventos climáticos extremos
  • Falhas de segurança cibernética
  • Erosão da coesão social
  • Danos ambientais causados pelo homem

Assim, ESG e compliance podem ser aliados no mapeamento de riscos corporativos em um cenário mais abrangente e estratégico.  Afinal, ambos compartilham a missão de tornar os negócios verdadeiramente sustentáveis em longo prazo.

Para isso, a empresa deve se aprofundar em sua matriz de materialidade, definir seus públicos-chave em todas as esferas e cruzar essas informações com sua matriz de riscos. Isso ajuda a mensurar custos, reavaliar investimentos e evitar problemas com terceiros não conformes às práticas ESG.

Um procedimento de compliance comum, o due dilligence, pode ser incorporado à implementação e gestão ESG. Ele se aplica desde a contratação de serviços terceirizados até investimentos e aquisição de empresas. Isso porque, cada vez mais, negócios não compatíveis ao ESG têm sido considerados investimentos arriscados.

Como resultado, o due dilligence ESG pode revelar condutas ilegais ou duvidosas de uma empresa, ao mesmo tempo em que fornece um panorama sobre práticas ESG positivas. Esses dados ajudam os investidores a tomar decisões sólidas e éticas que apoiam a mitigação de riscos.

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