Desafios do fator humano na revolução 4.0

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Desde a primeira revolução industrial no final do século XVIII, o foco das indústrias e grandes corporações foi o lucro, a busca por inovações materiais que possibilitasse o crescimento financeiro e o fortalecimento da marca. O tempo passou e o objetivo se manteve, a evolução da tecnologia tinha outro ritmo, mais lenta e a corrida pelo novo já acontecia.

Pouca mudança se via em relação a comportamento e costumes na sociedade em geral, hierarquias estabelecidas nas empresas, o auge do conceito de liderança vertical. Eis que a velocidade com que as inovações tecnológicas mudaram de forma brusca, trazendo um novo mundo que cabe na palma das nossas mãos, uma revolução da humanidade, mudando a forma de se relacionar em todas as áreas da vida. No mundo corporativo não foi diferente, a revolução 4.0 ou quarta revolução industrial chegou e quanto mais inovação a empresa puder ter para agregar valor à marca, o investimento será feito.

Era mais do que esperado que a relação humana mudasse, e dessa forma surge o grande desafio nas organizações: o fator humano na revolução 4.0. Foi preciso chegar até aqui para mudar o olhar das empresas para a relação humana. A pandemia do novo coronavírus potencializou essa medida, mostrando que, independente de tecnologia, sem as pessoas nenhuma empresa irá atingir os objetivos.

Como adequar os funcionários na era da automatização feita por robôs? Haendel Motta, Psicólogo da Marinha e autor do livro 4 Conceitos da Psicanálise para o Mundo Corporativo, compartilhou sua análise sobre o receio dos colaboradores serem substituídos por robôs e o futuro do trabalho no evento Imersão em Operação de RH organizado pela Blueprintt.

“O futuro por excelência é uma terra desconhecida”, Haendel abre sua palestra com essa frase após uma reflexão sobre se ainda existem lugares desconhecidos por conta da evolução tecnológica.

O psicólogo traça uma linha de raciocínio interessante sobre o mundo em que vivemos hoje, segundo o mesmo, estamos vivendo uma época nebulosa citando o conceito VUCA, ou em português, VICA (Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo).

No caso, diante do cenário inconstante o importante é agir. Não há mais tempo e espaço para grandes pausas de planejamento a fim de atingir grandes metas. E a ferramenta que irá auxiliar as empresas (pessoas) a se adaptarem a metodologia ágil é a tecnologia (robôs, softwares e programas).

Haendel alerta sobre uma grande mudança de comportamento graças a popularização dos smartphones, o consumo de informações duvidosas, conhecida como fake news. O Psicólogo comenta que hoje a compreensão do que é fato e opinião tem sido distorcida. Ele define como “crise de ambiguidade”.

Fator humano na revolução 4.0 e o futuro do trabalho

Conforme citado acima, há desafios para as organizações lidarem com a chegada da quarta revolução industrial. A questão de estrutura para receber as inovações e, a situação mais complexa, como engajar os funcionários referente a essa mudança. De fato, a revolução 4.0 é uma transformação digital que mexe na cultura de uma empresa.

“A inteligência artificial já existia, o computador já jogava xadrez, os computadores já colocavam 5 mil nomes em ordem alfabética. (…) A diferença hoje é a machine learning (aprendizado automático), é o fato da máquina conseguir nos devolver alguma coisa que não estava prevista”, afirma Haendel.

Além dessa ferramenta, outras são bem comuns no dia a dia para análise de dados, coleta de indicadores e organização de informação. Essa evolução acontece de maneira muito rápida ao ponto de assustar gerações que não contavam com essa urgência.

Pois, “tudo o que pode ser automatizado, será automatizado”, comentou Haendel em sua palestra.

Não há limites para o campo de aplicação, claro que, o custo ainda é muito alto. Mas a diferença é que a curto prazo elas já fazem a diferença. E como e onde ficam as pessoas nessa história?

“Os países hoje com maior índice de automação e de utilização de inteligência artificial, são países com taxas pequenas de desemprego. Estou falando sobre dados antes da Covid-19, a pandemia bagunçou isso um pouco em relação ao emprego, de qualquer maneira a gente não tem que ter medo de perder o emprego para máquina”, explana o Psicólogo.

Ainda que os dados possam mostrar isso, é importante considerar o recorte. Cada segmento funciona de uma forma, cada empresa tem seu cenário. Partindo do princípio que a aquisição e a inserção do conceito revolução 4.0 é um caminho sem volta, o mais saudável para as organizações é encontrar um equilíbrio no modo de como inserir essa novidade na rotina.

O valor humano ainda é o maior capital, valorizar as pessoas através das inovações é o famoso “ganha-ganha”. Pense como as ferramentas podem ajudar a melhorar a qualidade de vida dos funcionários, como otimizar o potencial por intermédio das tecnologia.

Novo Tempo, Novas Skills e um Novo Mindset

Ainda não é possível prever o que vai acontecer, mas com essa gama de possibilidades é possível se preparar para o que está por vir.

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