O que o resgate na Tailândia nos ensina sobre como liderar na crise

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Que história de liderança e gestão de crise nos traz o time de futebol e seu treinador presos na caverna, além das que já vimos?

 

Podemos chamar a crise de um fato de grande dimensão que acontece a uma pessoa ou a um grupo, independentemente de sua credibilidade ou estabilidade.

 

Ouvimos bastante sobre as atitudes dos meninos e da liderança e resiliência do treinador sobre eles.

 

Mas… e o líder que coordenou toda a operação?

 

Que decisões difíceis terá tomado?

 

Como deve ter sido a sua liderança solitária?

 

Que estilo de liderança foi necessário naquele momento?

 

Neste artigo, vamos refletir sobre as lições que esta tragédia pode trazer ao seu dia a dia como gestor.

 

Como liderar na crise

 

Em situações de crise, é importante ouvir e buscar alternativas e soluções, gerenciar e negociar com os stakeholders, engajar os envolvidos nas ações, gerenciar os riscos e implementar as ações necessárias.

 

Mas o time que está à frente da crise espera do líder uma direção, um posicionamento que só cabe a ele ter.

 

Deixando de lado o que não se sabe dos bastidores da situação, o modelo de governo e a cultura do país, fato é que a operação obteve (quase) total sucesso, não fosse a perda de um dos voluntários.

 

Mas quem nunca teve que pesar prós e contras e optar por resgatar o mais forte em prol do coletivo, da equipe, sem descuidar dos mais frágeis, mesmo que diante da impopularidade ou fortes críticas na organização?

 

Quem nunca teve que gerenciar o acesso às informações para garantir o sucesso de uma operação ou de um projeto, e lidar com a ansiedade e vaidade dos que a não receberam?

 

No resgate da Tailândia, o líder da operação garantiu total proteção à informação, total comando do que estava sendo feito, e com milhões de pessoas e profissionais ávidos por uma manchete que tranquilizasse ou matasse a curiosidade do planeta.

 

Aparentemente até a alta dos meninos do hospital, a situação foi completamente gerenciada.

 

Lições da liderança

 

Liderança exige resiliência, se abater sim, mas se levantar rápido, dar a direção à equipe, envolvendo-os até onde for possível para que todos se sintam parte e se engajem na solução.

 

Liderança exige o senso de urgência, o saber quando a chuva ameaça e a ação é imediata, agir sobre pressão, quando todos os olhares do planeta estão voltados para o mesmo lugar e há pouca chance de erro.

 

Liderança pede prudência de parar os trabalhos para recuperação dos mais capacitados.

 

Liderança pede resolver conflitos no time, que certamente surgiram na discussão das diferentes alternativas e que precisam ser interrompidas na raiz.

 

Separar as pessoas, que muitas vezes tem vaidades de terem suas opiniões acatadas de problemas que precisam ser resolvidos.

 

Um provérbio chinês já diz que um pequeno buraco não fechado a tempo se torna um grande buraco impossível de ser fechado.

 

E quando algo não der certo?

 

Liderança também implica admitir e aceitar as perdas e erros buscando o sucesso, que lamentavelmente ocorreu com um dos mergulhadores.

 

E com os erros sempre lições aprendidas para os envolvidos. Só erra quem faz.

 

Finalmente, liderança pede o reconhecimento através da celebração da conquista e do sucesso quando o objetivo é atingido.

 

Esse caso ainda nos renderá muitas análises e aprendizados.

 

Provavelmente uma das razões que comoveram o muito todo foi o sentimento de muitos líderes, de organizações ou de famílias, ao reviverem cenas e situações em que outras pessoas deles dependiam.

 

E você, com a crise que vive hoje ou está ao seu lado, que final quer contar?

 

Compartilhe sua experiência conosco nos comentários.

 

Aproveite e também veja minhas dicas sobre como liderar o crescimento profissional da sua equipe.

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