Como expandir a concessão de crédito em cenários adversos?

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De acordo com o Relatório de Inflação, divulgado pelo Banco Central em setembro de 2020, a projeção para o saldo das operações de crédito é um crescimento de 11,5% devido ao aumento da demanda das empresas por empréstimos, motivado pelas implicações da pandemia.

Ainda segundo o documento, no segundo trimestre de 2020 houve uma piora do desempenho do crédito no segmento de Pessoa Física, já para o de Pessoa Jurídica a demanda de crédito para capital de giro continuou forte. Taxas de juros mais baixas e alterações nos prazos foram tópicos apontados como positivos.

De fato, a atual crise fez com que muitas pessoas físicas e empresários precisassem buscar alguma alternativa de crédito para se manterem ativos. Nesse sentido, as opções que oferecem taxas mais baixas e flexibilização dos prazos de pagamento começaram a ganhar destaque no mercado.

Para falar sobre a garantia e flexibilização para expansão do crédito em cenários incertos, a Blueprintt contou com a participação do Marcelo Lubliner, CEO da Pontte na última edição da Webconference Congresso C4.

Compilamos as principais informações abaixo, confira!

Crédito no Brasil

Após alguns estudos iniciais, a Pontte teve como primeira impressão que há uma dificuldade elevada em tomar crédito no Brasil e começaram a olhar para esse processo justamente com o objetivo de entender quais eram os maiores obstáculos, a conclusão foi que a grande questão estava associada a uma taxa de juros alta.

A taxa de juros, hoje, mudou e é muito mais competitiva do que já foi no passado. Historicamente falando, esse mercado sempre foi muito caro e os tomadores de crédito não eram valorizados pelos grandes bancos, recebiam apenas o que era ofertado e sem possibilidade de flexibilização.

A prática habitual de financiamento imobiliário consiste em o banco emitir um contrato previamente assinado, sem antes enviar uma minuta ao cliente. Caso ele não concorde com alguma cláusula ou queira cancelar, será necessário efetuar o pagamento de uma multa.

Ou seja, o tomador de crédito não é considerado, de fato, um cliente para os grandes bancos. A cadeia do crédito inteira fica prejudicada neste modelo, pois acaba sendo muito cara e lenta.

Crédito com garantia imobiliária

Olhando para esse cenário complexo, pensaram em um novo formato de oferecer crédito para as pessoas. Partindo do conceito de como os indivíduos se relacionam com ele e estimulando uma visão de que não precisa estar vinculado à um imprevisto, mas sim à realização de sonhos e objetivos.

Com esse norte, trouxeram o crédito com garantia imobiliária, modalidade bastante usada no mundo. No Brasil, a alienação fiduciária existe há mais de 10 anos, mas só começou a evoluir recentemente por uma série de fatores e ainda não está completamente difundida.

Quando se tem uma garantia, para qualquer tipo de empréstimo, as taxas de juros tendem a serem muito mais baixas. Mas, além disso, essa modalidade possui dois outros pontos interessantes: possibilidade de prazo estendido e flexibilidade no pagamento.

Com relação ao prazo, é possível fazer operações em até 20 anos, em modelos convencionais isso só possível para aquisição de imóveis, em que a pessoa não recebe o dinheiro em mãos. Além disso, proporciona a flexibilidade de o cliente escolher sua janela de pagamento, postergando ou adiantado parcelas pelo próprio celular.

Mudanças ocasionadas pela pandemia

Do ponto de vista regulatório, estamos caminhando muito rapidamente no sentido de desregulamentar e facilitar os processos em várias modalidades, e esses avanços são muito significativos. Principalmente na modalidade de crédito com garantia imobiliária a pandemia trouxe muitas ações voltadas para a evolução.

Os cartórios estão se digitalizando, e operando com uma maior agilidade em várias serviços para os clientes e para o próprio cartório. A Pontte, durante a pandemia, fez a sua primeira CCI (Cédula de Crédito Imobiliário) de forma totalmente eletrônica com registro na B3. Essas são facilidades que beneficiam a vida do cliente e das empresas.

O crescimento deste mercado é muito recente, antes disso, era algo muito pequeno. Então, obviamente, é preciso fazer um trabalho educacional para as pessoas entenderem que ela não irão perder seus imóveis. Além do mais, a flexibilidade é tão grande que a chance de não conseguir pagar é muito menor do que em outro tipo de crédito.

A primeira reação, quando se fala em vincular imóveis à empréstimos é sempre negativa, mas na realidade é algo extremamente inteligente, principalmente em tempos como esses, em que as pequenas e médias empresas estavam com seus negócios saudáveis e com a pandemia começaram a ter problemas financeiros.

Na maioria desses casos, é apenas uma questão de tempo para que eles voltem a ter um bom faturamento, então basta um crédito para conseguir fazer esta travessia. Por exemplo, consegue-se é possível conseguir um crédito com carência de 12 meses, em uma situação como esta é excelente poder começar a pagar apenas após um ano, os empresários têm tempo hábil para se restabelecerem antes de iniciarem o pagamento.

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