A importância de dados governados na jornada de privacidade

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Não é novidade que a tecnologia está causando uma disrupção de processos tradicionais, uma das revoluções trazidas pela transformação digital nas empresas é a importância dos dados gerados por ferramentas tecnológicas. E o grande desafio é como proteger esse ativo valioso?

A privacidade de um modo geral é praticamente inexistente no mundo de hoje, a partir do momento em que qualquer pessoa acessa uma rede social ou realiza um cadastro em um site, seus dados são compartilhados. A partir disso, os dados estão no “controle” de outras pessoas. E no universo corporativo, como se proteger e oferecer segurança para os clientes?

Segundo a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) exige a nomeação de um DPO (Data Protection Officer), um profissional responsável por assegurar a proteção de dados dentro da empresa para estar em conformidade com a RGPD (Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados).

Entretanto, o DPO não é a única possibilidade, algumas empresas optaram pelo DPM (Data Protection Manager), um grupo de funcionários que absorvem a responsabilidade de desenvolver estratégias de governança e privacidade para todas as áreas da companhia.

Tudo que é digitalizado se transforma em dado, logo esses dados requer gestão e proteção deles.de forma que promova-se dados como ativos estratégicos dentro da empresa e que irá apoiar a inovação e centralidade do cliente. Gerando uma maior personalização de serviços e produtos.

A pandemia causada pela COVID-19 acelerou a transformação digital, alguns pontos tiveram uma adesão maior durante esse período:

  • Aumento na quantidade de pessoas familiarizadas digitalmente;
  • Aumento na adoção do home office;
  • Maior consumo de internet fixa e aparelhos digitais;
  • Economia de “livre contato”;
  • E-commerce, telemedicina e EAD;
  • Personalização de serviços;
  • Crescente na abordagem de consumidores por meio digital;
  • Cultura de dados e proteção de dados pessoais na sociedade.

Essa aceleração digital é uma caminho sem volta, a tendência é que aumente o número de pessoas tendo acesso às tecnologias.

Antes a curiosidade era um fator que aproximava as pessoas da tecnologia, hoje é uma questão de necessidade e sobrevivência.

“A medida que a gente tem muito mais contato e empresas trabalhando informações pessoais e dados pessoais de clientes, a necessidade de você saber o que é feito com o seu dado, qual a finalidade e por quanto tempo isso vai ser utilizado e quais empresas tem as suas informações vai ser cada vez mais necessário”, afirma Eric Steinbock, Data Protection Manager do Banco Votorantim sobre a importância de dados.

Em uma pesquisa da PWC em setembro de 2017 diz que 87% dos consumidores dizem que levaram seus produtos para outro lugar se não confiarem que uma empresa está manipulando seus dados com responsabilidade.

A importância de dados e os motivadores para a proteção

Deu para perceber com a pesquisa que a segurança dos dados e uma governança para gerir eles é fundamental nas organizações.

  • Trazer maior segurança nas relações que exijam tratamento de dados pessoais;
  • Empoderamento dos titulares em relação aos dados;
  • Conformidade às leis de dados no mundo e entrada em novos mercados;
  • Aumento na confiança do consumidor em relação a marca.

Diante dos motivadores, surgem os desafios das leis de dados e como as organizações se adequam a elas.

Estabelecimento da governança e cultura: como já citado no artigo, a governança e a cultura são preponderantes e contar com o respaldo da alta gestão é crucial. Estabelecer políticas de privacidade além do conhecimento e responsabilidade de todos os colaboradores sobre dados pessoais.

Aliança e alcance dos esforços: adequação entre diferentes áreas das empresas. Contrato e termos a titulares de dados e fornecedores.

Gestão eficiente: complexidade na implementação de gestão por bases legais e tempo de retenção, desenvolver uma aplicação de matriz de risco de privacidade em processos e produtos e incorporar a metodologia do Privacy by Design.

“Adequação a lei de dados não é um projeto, e sim um programa. É uma construção de cultura dentro da empresa, não é algo que tem começo, meio e fim. A cultura tem que ser construída ao longo do tempo” comenta o Data Protection Manager.

Ambiente de dados desgovernados

O tratamento de dados básicos por vezes fica fora da governança, gerando uma confusão por privacidade e redundância e acaba virando um problema sério na agilidade de implementação de projetos e tomada de decisão baseada em dados é fundamental em termos de transformação digital.

É muito complicado produzir um produto de forma ágil e personalizada do jeito que é necessário e exigido daqui pra frente, sem a empresa tomar decisão embasada por dados.

Afinal, o que seria a governança de dados?

A formalização dos direitos de decisão é a estrutura responsável por garantir o comportamento apropriado no tratamento de dados, contribuindo à evolução da maturidade do mesmo e sua transformação em ativos estratégicos.

A questão comportamento é outro ponto interessante, pois ele se refere muito com a noção de que a responsabilidade sobre dados é pura e simplesmente de tecnologia ou de uma área de ciência de dados, algumas empresas têm por princípio que a área de negócios não é responsável e todas as tratativas devem ser centralizadas nessas áreas.

Benefícios da jornada da governança de dados

Gestão não centralizada: protetor da estratégia de dados e ponto chave do consenso entre áreas de negócio e TI.

Adaptável: ágil e flexível compreendendo o contexto da companhia e o ecossistema de dados.

Estabelecer a cultura: monitora comportamentos éticos e convenientes em relação a dados e a empresa.

Senso de pertencimento: distribuída de forma estruturada e dinâmica por toda empresa através dos seus agentes de diferentes departamentos.

Foco no negócio: direcionado pela estratégia da empresa e buscando agregar valor nas entregas.

Por fim, a importância de dados é uma questão muito necessária hoje para as empresas, sem uma estrutura e governança, esse ativo não será útil e estratégico, além da organização correr riscos perante a LGPD.

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