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7 principais dúvidas sobre liderança digital
Lições práticas sobre o papel da liderança digital no mundo pré e pós-pandemia

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A era digital vem reconfigurando a vida empresarial de diversas formas. Além dos novos modelos de negócios ou soluções disruptivas, existe a atuação da liderança digital em um contexto de transformações, agora aceleradas pela pandemia do coronavírus.

Cada vez mais, a exigência é por líderes que investem tempo em estruturar, capacitar e gerir equipes multidisciplinares, que conseguem trabalhar com autonomia. Apesar do modelo esperado, a discrepância entre o discurso e a prática ainda é observada nas organizações.

A pesquisa da Tendências Globais de Capital Humano da Deloitte (2019) é uma das que exemplifica a situação. Segunda ela, 80% dos entrevistados entendem que precisam desenvolver as lideranças de um modo diferente, mas apenas 41% consideram que suas organizações estão prontas para atender aos requisitos.

Diante de diversos desafios, a crise trouxe novas possibilidades para quebra de paradigmas da liderança digital. Pensando em fomentar o debate e organizar as alternativas, em julho, a Blueprintt organizou um webinar com quatro especialistas da área para falar sobre o assunto.

Os presentes eram: Armando Lourenzo, Diretor da Universidade Corporativa, da EY; Christiane Berlinck, Diretora de HR América Latina e Brasil, da IBM; Salim Khouri, Head of Talent, da Ford e Valéria Franco, Head de Relacionamento com o Cliente, da Gol.

Com o mote “rompa paradigmas, eleve o perfil da liderança e acelere a transformação digital nas organizações”, a discussão de mais de uma hora rendeu algumas perguntas. Confira um overview do aprendizado compartilhado que vai te ajudar a desenvolver a sua liderança digital.

Quais foram os principais desafios do home office e ajustes necessários?

O maior desafio é a mudança de mindset. Todos sabem das inúmeras ferramentas que temos à disposição. No entanto, elas não são mais importante do que o humano. A liderança digital precisa proporcionar uma visão de como todos podem evoluir, ao mesmo tempo em que empodera as pessoas. Isso acontece com vínculos estabelecidos em uma comunicação contínua, transparente e segura.

Além disso, o ambiente é atípico. Não se trata apenas de um novo modelo de trabalho, mas de uma situação que impôs a adaptabilidade. Por isso, também é importante ter a sensibilidade para entender os momentos individuais. Ter a consciência disso e gerar a conexão virtual.

Em um aspecto prático, as empresas falam sobre reuniões semanais com o time, orientações de acompanhamento psicológico e treinamento de segurança financeira, entre outros exemplos.

Como lidar com a ansiedade e a insegurança dos funcionários, como medo de demissões e preocupação com a saúde?

A transparência do diálogo é a resposta. À medida que o engajamento é autêntico, real e concreto é possível legitimar as ações, passando credibilidade. Discutir as barreiras demonstra a preocupação e gera a empatia. Dessa forma, a tendência é que as tensões minimizem.

Quais são as principais mudanças nas métricas de produtividade em momentos de crise?

Agora, tudo passa a ser norteado pelo sentimento. É importante entender se as pessoas se sentem suportadas pela liderança, se estão tendo todas as condições de performar o trabalho ou se estão enfrentando dificuldades.

Ao longo do tempo, isso é mensurado com rodas de conversas e pesquisas semanais.

Como manter o engajamento e o sentimento de pertencimento a uma corporação em um modelo de trabalho remoto? O sentimento de pertencimento cai no home office?

Líderes que pensam de forma digital criam cenários em que os colaboradores continuam se sentindo seguros para experimentar e inovar. A comunicação é a ponte para estreitar os laços. Ela é a garantia de que todos estão cientes das mudanças dos processos.

Por exemplo, na Gol, o teletrabalho conta com uma “gerência de encantamento”. Como o nome sugere, eles se dedicam para demonstrar os valores que motivam e engajam. Outra ação na empresa é celebrar datas comemorativas virtualmente.

O que está sendo mais difícil para os líderes entenderem e aprenderem sobre o novo mindset?

O momento exige mais autoconhecimento para todos. O esforço é desenvolver a capacidade para adaptações e mobilizar as equipes para seguir esse caminho. Aos poucos, nascem novos líderes mais preocupados e com empatia.

O que é essencial para formarmos líderes empresariais realmente engajados no cenário atual?

É importante que a liderança digital tenha características, como flexibilidade e resiliência. Com isso, as inseguranças ou resistências diminuem. Assim, as tomadas de decisões são mais orientadas para se desenvolverem em diferentes etapas do processo, além de proporcionar o estímulo à colaboração e aculturamento.

Como ficará a dinâmica das reuniões e convivência social no pós-pandemia?

O engajamento sempre será a palavra-chave. Com todas as transformações, todos se sentirão mais aptos para enfrentar os novos processos de digitalização. As empresas vão conseguir encontrar um equilíbrio entre trabalho remoto e presencial.

Caminhar nessa direção também aponta para ressignificações, como senso de qualidade de
vida e flexibilidade.

E aí, como a liderança digital tem se desenvolvido na sua empresa? Inscreva-se na nossa newsletter e fique por dentro dos próximos eventos na área e de todos os nossos conteúdos!

Autor

Letícia Chiantia

Formada em jornalismo pela Universidade Metodista, tem experiência em revisão, redes sociais e assessoria de imprensa. Escreve sobre tecnologia, negócios, produtividade, cultura e entretenimento. Atualmente, é analista de pesquisa e conteúdo da Blueprintt.